
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres realizou nesta quarta-feira, 13 de Agosto, em Maputo, o balanço da Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026. Presidido por Sua Excelência Sra. Luísa Celma Meque, Presidente do INGD, o encontro reuniu membros do Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD), parceiros de cooperação, Nações Unidas, representantes da sociedade civil e vários dirigentes locais.
Entre os presentes estiveram os Excelentíssimos Administradores dos distritos mais afectactos pelas cheias e indundações, nomeadamente: Natália Fernando Chivambo de Govuro, Matias Albino Parruque de Manhiça, José Tomás Lopes de Machanga, José Mucono Paulo Mavume Mutoroma de Buzi, Avelina Jorge Nhamzimo de Xai-Xai, Jaime Mugabe de Guijà e Narciso Nhamuhuco de Chókwè. Participaram também, Ossemane Chahabudine Adamo, Presidente do Município de Xai-Xai e o Senhor Pedro Viola Catangala, Chefe do Posto Administrativo de Maganja da Costa.
Segundo o relatório apresentado, a época foi marcada por cheias, inundações, secas, surtos de cólera e pela passagem do Ciclone Tropical GEZANI, tendo afetado 1.684.963 pessoas. Apesar do número expressivo, ficou abaixo da estimativa inicial do Plano de Contingência.
Meque destacou os avanços na antecipação e no aviso prévio como fatores decisivos para salvar vidas. Entre Dezembro de 2025 e Março de 2026 foram feitas oito ativações de ações antecipadas em seis bacias e uma para o ciclone, que permitiram evacuar 7.214 pessoas e levar alertas a cerca de 1,5 milhão de pessoas, com até cinco dias de antecedência. “A prevenção e a antecipação salvam vidas e reduzem o impacto dos desastres”, afirmou. A presidente do INGD reconheceu também o papel dos voluntários e das comunidades, que “estiveram entre os primeiros a prestar socorro” quando as capacidades formais foram ultrapassadas, e defendeu a evolução para um sistema de aviso “baseado no impacto”, que diga não só o que vai acontecer, mas “onde, quem estará em risco e o que cada comunidade deve fazer”.
Encerrando o workshop, Meque sublinhou que o encerramento do balanço marca também o início da preparação para 2026/2027, ano em que se prevê um El Niño de forte magnitude. Para isso pediu ações concretas: rever planos, reforçar rotas alternativas, pré-posicionar recursos e garantir financiamento para agir antes do desastre. “As licções aprendidas só têm valor quando se transformam em mudança”, disse, ao convidar os membros do CTGD, parceiros e comunidades a assumirem as recomendações como “um compromisso colectivo”. A dirigente terminou com reconhecimento aos técnicos, à UNAPROC, às forças de defesa e segurança e às comunidades pela “coragem, solidariedade e capacidade de resistência”, reforçando que a missão é “antecipar os riscos, reduzir as vulnerabilidades, proteger vidas e construir comunidades mais resilientes”.






