
A Cidade de Maputo acolheu, de 10 a 14 de Agosto, uma capacitação dirigida a gestores e autoridades locais em matéria de Gestão e Redução do Risco de Desastres, com enfoque na elaboração de Planos de resposta contra Desastres, visando fortalecer as capacidades de prevenção, preparação e resposta das comunidades. A iniciativa enquadra-se no Programa de Reforço de Capacidades em Matéria de Gestão e Redução do Risco de Desastres para as Autoridades Locais em Moçambique (2024–2026), promovido pela Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA), e contou com a participação de representantes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), entre outras instituições nacionais.
Durante a formação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre identificação e avaliação de riscos, prevenção e preparação para desastres, coordenação institucional, sistemas de alerta e resposta, bem como sobre a elaboração de planos locais ajustados às características e necessidades de cada comunidade. A capacitação culminou com a elaboração de planos locais de acção, que deverão contribuir para o reforço dos mecanismos de antecipação, prevenção e resposta a desastres. Na ocasião, o Director Regional Sul do INGD, Cândido Mapute, destacou a necessidade de transformar os conhecimentos adquiridos em medidas concretas, sublinhando que “o sucesso desta capacitação deve ser medido pela capacidade de aplicar os conhecimentos adquiridos na prevenção, preparação e protecção das comunidades.”
Cândido Mapute salientou ainda o papel estratégico das autoridades locais na gestão e redução do risco de desastres, por se encontrarem mais próximas das populações e conhecerem directamente os riscos e vulnerabilidades existentes nos seus territórios. Segundo o dirigente, o reforço das capacidades ao nível local permite uma actuação mais rápida, coordenada e adequada às necessidades das comunidades. A iniciativa reforça, assim, a aposta na descentralização das acções de gestão e redução do risco de desastres, contribuindo para que as autoridades locais estejam melhor preparadas para antecipar riscos, responder às emergências e promover comunidades mais seguras e resilientes.

