
Na sequência da Simulação do Ciclone Tropical Muito Intenso EKHOTO, de categoria 5, a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres – INGD, Luísa Celma Meque, liderou, nesta quinta-feira, 30 de Julho de 2026, na comunidade de Naherenque, em Nacala, uma simulação de cheias destinada a testar e aperfeiçoar os protocolos de activação da Equipa Regional de Resposta a Emergências da SADC (ERT), bem como os mecanismos de coordenação e implementação de Acções Antecipadas e de Resposta a emergências de dimensão regional. O exercício permitiu ainda identificar oportunidades de melhoria na integração das estruturas da SADC nos mecanismos nacionais de coordenação e resposta.
Com a participação de diferentes instituições nacionais, actores humanitários e parceiros estratégicos, a actividade testou, em condições simuladas, a capacidade de resposta perante cenários de cheias, desde a emissão de alertas e comunicação comunitária até à busca e salvamento, saúde, segurança, inclusão, prevenção e resposta à Violência Baseada no Género (VBG), protecção de crianças e assistência a outros grupos vulneráveis. Entre as acções práticas destacaram-se a emissão de avisos e comunicados, mobilização das comunidades, avaliação da coordenação interinstitucional aos níveis nacional e regional, demonstração de mecanismos de queixas e reclamações e gestão de um centro de acomodação temporário, reforçando a prontidão para uma resposta integrada e eficaz.
Ao destacar os resultados do exercício, Luísa Celma Meque, agradeceu o envolvimento das equipas nacionais e internacionais e sublinhou a importância de colocar as comunidades no centro das acções humanitárias. “O envolvimento das comunidades é fundamental para salvar vidas, porque são elas que estão na primeira linha quando ocorre uma emergência”, afirmou, reconhecendo igualmente o papel dos Comités Locais de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CLGRD) na prevenção, preparação e resposta. Para a dirigente, o exercício representa um passo importante para consolidar a capacidade nacional e regional de resposta, fortalecer a cooperação entre os Estados-Membros da SADC e construir comunidades mais preparadas e resilientes face aos futuros desastres











