
O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD) realizou, nesta quarta-feira, 29 de Julho de 2026, em Nacala, a sua terceira sessão ordinária, no âmbito da primeira Simulação Regional da África Austral, sob presidência da Doutora Luísa Celma Meque, Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). O encontro serviu para avaliar o progresso da Simulação do Ciclone Tropical Muito Intenso EKHOTO, de categoria 5, com foco na testagem dos protocolos para activação da Equipa Regional de Resposta à Emergências da SADC (ERT), a coordenação e implementação das Acções Antecipadas e de Resposta à emergência regional.
Ao longo da sessão, os representantes dos diferentes clusters apresentaram os resultados alcançados, as dificuldades encontradas e as experiências acumuladas durante o exercício, destacando a necessidade de reforçar a articulação entre os sectores, assegurar a qualidade e validação das informações provenientes do terreno e melhorar os processos de registo e assistência às populações afectadas. As intervenções convergiram para a importância de transformar as experiências do exercício em aprendizagens concretas, capazes de aperfeiçoar os procedimentos e fortalecer a preparação para futuras situações de emergência.
Luísa Celma Meque considerou a simulação uma oportunidade para testar, na prática, a capacidade de resposta e identificar os aspectos que devem ser aperfeiçoados e padronizados. “O cenário simulado permite uma reflexão sobre o contexto real de desastres, possibilitando analisar cada detalhe das operações, desde a planificação até à resposta, de modo a identificar boas práticas e áreas de melhoria”, afirmou. A Presidente do INGD apelou ainda aos participantes para registarem os pontos positivos, desafios e lições aprendidas, sublinhando que “a resposta às emergências deve ser conjunta”, envolvendo o Governo, parceiros de cooperação, comunidades e demais actores, para que as experiências adquiridas contribuam para o fortalecimento dos mecanismos nacionais, regionais de resposta no âmbito da SADC.




