
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com o Programa Mundial para a Alimentação (PMA), iniciou esta quarta-feira, 08 de Abril de 2026, na Província de Maputo, o Seminário Nacional de Balanço do Processo de Implementação dos Planos de Acções Antecipadas à Seca da Época 2024/25. Com duração de três dias, o encontro reúne instituições do Governo a destacar: INAS-IP, INAM-IP, MAAP/DNDAF e SETSAN e parceiros como PMA, UNICEF, FAO e Save the Children, com o objectivo de avaliar a activação, coordenação e implementação dos planos, bem como identificar lacunas, boas práticas e pontos críticos.
Na ocasião, o Director da Divisão de Desenvolvimento das Zonas Áridas e Semiáridas, Paulo Tomás, destacou a relevância do momento, afirmando que “este momento permite olharmos de forma crítica para aquilo que foi feito e traçar caminhos para melhorar as respostas futuras”. Acrescentou que “a coordenação entre os sectores e parceiros continua a ser fundamental para garantir resultados mais eficazes na implementação das acções antecipadas”. Desde a primeira activação, na época 2023/2024, marcada pelo fenómeno El Niño, o INGD, em articulação com o INAS e parceiros, tem vindo a implementar acções antecipadas à seca, actualmente na sua terceira fase, com foco em aviso prévio, disponibilização de insumos agrícolas, acesso à água e protecção social, contando com financiamento de vários parceiros.
Durante o seminário, a Delegada Provincial do INGD em Maputo, Sarah Matches, sublinhou que “as acções concretas devem ser desenvolvidas no sentido de mitigar os efeitos da seca”, destacando os desafios associados a este fenómeno de progressão lenta. Por sua vez, o representante do PMA, Benvindo Nhanchua, referiu que “Moçambique é visto como referência internacional em matéria de acções antecipadas”, defendendo maior abertura na partilha de experiências e melhorias. Acrescentou ainda que “o PMA abraçou esta causa desde 2019”, apoiando a expansão das acções e a assistência à seca, que já alcançaram, até à data, mais de 450,000 beneficiários, entretanto os desafios são maiores e há necessidade de expandir à larga escala.
Por fim, Paulo Tomás, afirmou que o seminário representa uma oportunidade única de refletir na concepção geral do processo e dos mecanismos estabelecidos para promover a resiliência das comunidades e melhor planificar para o futuro. O dirigente reforçou a necessidade de acção contínua, sublinhando que “o que se precisa daqui para frente é expandir este processo e melhorar aquilo que já tem sido feito”, com vista ao fortalecimento da coordenação multissectorial e da resposta aos riscos de seca no país.







