
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e o Banco Mundial reforçaram, na manhã desta quarta-feira, 20 de Maio de 2026, os laços de cooperação durante uma audiência de trabalho realizada com o objectivo de apreciar as acções desenvolvidas pela instituição no âmbito da gestão e redução do risco de desastres em Moçambique. O encontro serviu igualmente para fortalecer o diálogo entre as partes sobre os desafios humanitários e os mecanismos de assistência às populações afectadas por eventos extremos no país.
Durante a audiência, o Director da Divisão do Banco Mundial em Moçambique, Fily Sissoko, reconheceu os feitos e ganhos alcançados pelo Governo de Moçambique na área de assistência humanitária e gestão de calamidades. Na ocasião, o dirigente defendeu uma maior participação das comunidades nos processos de assistência e recuperação, considerando que o envolvimento comunitário constitui um elemento essencial para garantir a sustentabilidade das intervenções. Fily Sissoko apelou ainda ao INGD para o contínuo cumprimento das obrigações assumidas com os parceiros de cooperação, de modo a assegurar maior eficácia e confiança nos programas em curso.
Por sua vez, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, afirmou que o país ainda enfrenta limitações para responder de forma permanente a todas as situações de emergência. A dirigente explicou que, em períodos críticos, o Governo recorre às escolas para albergar famílias afectadas, situação que considera constrangedora, defendendo por isso a criação de pelo menos dez centros de acolhimento adequados. Luísa Celma Meque apontou ainda as vias de acesso e os centros de acomodação como desafios críticos, sublinhando que “não conseguimos assistir todos ao mesmo tempo”, mas reiterando o compromisso do INGD em acelerar a resposta às populações afectadas e agradecendo a parceria com o Banco Mundial.

