


Entre os dias 14 e 25 de agosto, a capital chinesa, Beijing, acolheu o seminário internacional intitulado “Gestão e Políticas para Protecção de Ecossistemas face às Mudanças Climáticas”, organizado pela Administração Meteorológica da China (CMA). O evento contou com a presença de altos quadros da Administração Meteorológica da China (CMA), sob liderança dos Senhores. Wu Xiaopeng, Hu Xiaoping e Jiang Lei, da área de cooperação e formação internacional.
O seminário reuniu representantes de dez países em desenvolvimento, nomeadamente: Moçambique, Cuba, Turquia, Gana, Gâmbia, Chipre, Palestina, Tonga, Nepal e Granada, com o objectivo de aprofundar a compreensão e promover a partilha de experiências sobre o impacto dos eventos climáticos extremos nos ecossistemas. Também foi discutido o papel dos governos na resposta às mudanças climáticas, a importância dos sistemas de aviso prévio (institucional e comunitário), e o envolvimento das comunidades na protecção e conservação ambiental.
Moçambique esteve representado por técnicos do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), dos níveis central e provincial. A participação moçambicana reafirma o compromisso do país com o reforço das capacidades técnicas e institucionais no enfrentamento dos desafios ambientais e climáticos.
Durante as sessões, foram discutidas as acções da República Popular da China na governança climática e na resposta às mudanças do clima, com destaque para o financiamento verde, o desenvolvimento sustentável e a experiência da província de Zhejiang. Também foi abordada a gestão de desastres, a legislação meteorológica e estratégias para alcançar a neutralidade carbónica. O uso de tecnologias avançadas como satélites, radares e sensores, foi apontado como essencial para monitorar eventos extremos e reforçar a resposta a emergências.
Um dos pontos altos do seminário foi a apresentação da estratégia chinesa de evacuação preventiva de pessoas e bens para áreas seguras, como forma eficaz de reduzir perdas humanas e materiais. Essa estratégia é amparada pela Lei de Meteorologia da China, que define as responsabilidades das agências meteorológicas, orienta a emissão de alertas e promove a cooperação entre órgãos governamentais, instituições científicas e comunidades locais, criando uma rede integrada de resposta rápida.
A República Popular da China adopta uma abordagem abrangente para a prevenção e mitigação de desastres, combinando o monitoramento climático contínuo com medidas estruturais e não estruturais. O uso de tecnologias como satélites, sensores remotos e análise de big data permite prever eventos climáticos extremos com maior antecedência, possibilitando evacuações e acções emergenciais que salvam vidas. Esta abordagem está alinhada com a política de desenvolvimento de baixo carbono, reconhecendo que as mudanças climáticas agravam a frequência e a intensidade dos desastres naturais. Nesse contexto, a gestão de riscos climáticos é integrada às estratégias ambientais para promover adaptação, resiliência e sustentabilidade, especialmente em cenários de urbanização e crescimento industrial acelerados.
O evento foi considerado um sucesso pelos participantes, proporcionando acesso a conhecimentos técnicos e políticas eficazes de protecção ambiental, contacto com tecnologias inovadoras de gestão de riscos, intercâmbio de experiências entre países e o fortalecimento da cooperação internacional, em especial entre Moçambique e a China.
