
No âmbito da 30ª Conferência das Partes (COP30), decorreram no dia 11 de Novembro vários Eventos Paralelos de Alto Nível, dos quais Sua Excelência Luísa Celma Meque, Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), participou em dois: (i) Cooperação Itália–África para o Desenvolvimento da Resiliência e (ii) A Urgência de Colmatar a Lacuna de Dados Meteorológicos e Climáticos. As sessões reuniram líderes africanos e parceiros internacionais comprometidos com a construção de resiliência face às mudanças climáticas.
Durante o evento sobre a Cooperação Itália–África, Luísa Meque, em representação de Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República de Moçambique e Campeão da União Africana para a Gestão do Risco de Desastres, destacou os avanços alcançados através do Sistema Africano Multirriscos de Aviso Prévio e Acção Antecipada (AMHEWAS). Foram evidenciadas infra-estruturas estratégicas como a modernização da Sala de Situação do CENOE, em Maputo; a criação da Sala de Situação Regional da SADC, em Nacala; e a operacionalização da Sala de Situação da União Africana, em Adis Abeba, todas interligadas para fortalecer a resposta coordenada aos desastres em África.
Esta iniciativa tem promovido uma abordagem integrada entre os níveis local, regional e continental na gestão de riscos e na construção de resiliência. O painel foi complementado pela intervenção da Senhora Rita Almeida, Directora de Planificação e Cooperação do INGD, que partilhou licções transferíveis da experiência moçambicana para outros países, evidenciando boas práticas na integração de sistemas de aviso prévio e acção antecipada.
No painel sobre o Mecanismo de Financiamento de Observações Sistemáticas (SOFF), Meque destacou a importância de investir em dados meteorológicos e climáticos fiáveis para decisões baseadas em evidências. Moçambique foi reconhecido como um dos países beneficiários do mecanismo, que visa colmatar lacunas críticas de observação a nível global. Nesta sessão, sublinhou-se que investir em dados é investir em resiliência, um passo essencial para garantir melhores previsões, respostas mais eficazes e maior segurança face a eventos extremos como secas, inundações e ondas de calor.



