O Distrito de Guijá, na Província de Gaza, acolheu esta segunda-feira, 13 de Outubro de 2025, as celebrações centrais do Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, sob o lema “Financiar a Resiliência, Não os Desastres”. A cerimónia foi presidida pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, que destacou a importância da mobilização de recursos para acções preventivas, numa altura em que o país se prepara para a época chuvosa e ciclónica 2025-2026.
As comemorações iniciaram-se no povoado de Malemane, com a entrega de uma estufa agrícola e um reservatório de água, infraestruturas desenhadas para mitigar os efeitos da seca, frequentemente registada naquela região. Segundo Meque, esta intervenção representa um exemplo claro de como o investimento em resiliência pode transformar comunidades vulneráveis. Durante a sua interação com a população, deixou uma mensagem clara: “A resiliência climática requer acção de cada um todos os dias”.
Na cerimónia oficial, realizada na Escola Secundária de Tomanine, a dirigente sublinhou a necessidade de envolver todos os sectores da sociedade, com destaque para os jovens e estudantes, na construção de uma cultura de prevenção e preparação para desastres. Alertou ainda para os riscos climáticos iminentes, incluindo chuvas intensas, inundações e ciclones, que poderão afectar diversas regiões do país nos próximos meses. Meque destacou que o Governo, em coordenação com os seus parceiros, está a finalizar o Plano Anual de Contingência, instrumento essencial para a resposta multissectorial a emergências.
O evento contou com a participação de representantes do Governo Central, incluindo o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o Instituto Nacional de Acção Social (INAS), bem como autoridades do governo local, nomeadamente o Governo Provincial de Gaza e a Administração do Distrito de Guijá. Marcaram também presença diversos parceiros de cooperação e agências humanitárias, como o Programa Mundial para a Alimentação (PMA), FAO, Visão Mundial, UN-Habitat e outras organizações nacionais e internacionais.
A presidente do INGD reforçou o apelo à acção conjunta e contínua, sublinhando que a gestão do risco de desastres exige planeamento urbano adequado, sistemas de aviso prévio, educação cívica e cooperação efectiva entre instituições. “Financiar a resiliência, não os desastres, é investir no futuro das nossas comunidades”, concluiu.







