





O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) realiza hoje e amanhã, 28 e 29 de Agosto de 2025, na Matola, Província de Maputo, a IV Sessão Ordinária do Conselho Consultivo, sob o lema “Agir agora, rumo a um futuro resiliente”. A cerimónia contou com a presença de diversas individualidades, com destaque para Sua Excelência Manuel Simão Nuvunga Tule, Governador da Província de Maputo; Sua Excelência Henriques Bongence, Secretário de Estado da Província de Maputo; Cathrine Sozi, Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique; Ruben Barreto, Representante do Banco Mundial; e Flávio Soares Gama, Representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique, evidenciando a importância da articulação entre sectores nacionais e parceiros internacionais na redução dos impactos dos desastres.



Durante a cerimónia de abertura, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, enalteceu o empenho de todos os envolvidos, na mitigação dos impactos de desastres registados na presente época chuvosa, destacando-se as secas, chuvas intensas, ventos fortes, descargas atmosféricas, surtos de cólera e os ciclones tropicais Chido, Dikeledi e Jude.






Meque, ressaltou ainda o reconhecimento atribuído pela União Africana ao Presidente da República, Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, como Campeão Africano para a Redução do Risco de Desastres, em mérito ao seu trabalho abnegado na mobilização de esforços para a prevenção e mitigação dos impactos dos eventos extremos. Luisa alertou que, durante a sua recondução à presidência do INGD, o Presidente Chapo orientou a instituição a ser cada vez mais ousada e capaz de produzir resultados diferenciados. Por isso, recai sobre o INGD a responsabilidade de estar na linha da frente do Governo, pronto a actuar com eficácia, planear com visão e gerir com integridade os recursos que lhe são confiados.
“Fomos desafiados a deixar de ser uma instituição reativa e adoptar uma abordagem proativa, privilegiando a prevenção e a resiliência, investindo em infraestruturas de protecção e sistemas de aviso prévio que funcionem num contexto de riscos múltiplos e diante da redução dos recursos globais para assistência humanitária”, afirmou Meque.
A Presidente destacou também que a experiência da acção humanitária durante a época chuvosa e ciclónica 2024/2025, representa um exemplo concreto do compromisso do Governo com abordagens proativas de financiamento e gestão do risco de desastres. Entre essas abordagens, merecem especial atenção as Acções Antecipadas, ou Financiamento Baseado em Previsão e o Seguro Paramétrico, que juntos contribuíram com cerca de 70% dos recursos de assistência humanitária mobilizados pelo Governo e seus parceiros.
Além disso, visando promover a sustentabilidade dessas acções no âmbito do Sistema Nacional de Financiamento, Gestão e Redução do Risco de Desastres, Luísa Meque apelou aos parceiros humanitários presentes que considerem, em seus planos anuais para a época chuvosa e ciclónica 2025/2026, os desafios relacionados à expansão da cobertura geográfica e sectorial das Acções Antecipadas, bem como o acesso a fundos para a sua implementação.
Por fim, a Presidente declarou abertos os trabalhos do Conselho, com um chamado à acção contínua e colaborativa para proteger as populações mais vulneráveis e garantir um desenvolvimento sustentável no país.
