








O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) encerrou, esta sexta-feira, 29 de Agosto de 2025, na cidade da Matola, Província de Maputo, a IV Sessão Ordinária do Conselho Consultivo, sob o lema “Agir agora, rumo a um futuro resiliente”. A sessão foi dirigida por Sua Excelência Luísa Celma Meque, Presidente do INGD, e teve como foco central a projecção da futura Estratégia Nacional para a Redução do Risco de Desastres.
Durante o encontro de dois dias, que reuniu quadros do INGD, representantes de instituições governamentais e parceiros de cooperação, os participantes reflectiram sobre os desafios e compromissos relacionados à gestão preventiva, preparação proativa para a época chuvosa e resposta eficaz aos desastres.
No seu discurso de encerramento, Meque destacou que a sessão representou “uma jornada de compromissos firmados para acções de curto, médio e longo prazo”, sublinhando a necessidade da elaboração urgente da Estratégia Nacional para a Gestão e Redução do Risco de Desastres, que irá consolidar os princípios do atual Plano Diretor, alinhando-os com os instrumentos globais de gestão de desastres e as prioridades do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029.
Durante a IV Sessão Ordinária do Conselho Consultivo, a Presidente destacou um conjunto de prioridades estratégicas para reforçar a resiliência do país face aos desastres, com destaque para o fortalecimento da coordenação institucional e da articulação com parceiros, o reforço do engajamento comunitário através dos Comités Locais de Gestão de Risco, e a melhoria da prestação de contas, promovendo maior transparência na gestão de recursos públicos. A sessão também apontou a necessidade de mobilizar mais recursos financeiros e técnicos, com enfoque na capitalização do Fundo de Gestão de Calamidades, bem como a promoção de acções antecipadas e mecanismos de seguros paramétricos para enfrentar eventos climáticos extremos de forma mais eficaz.
“Estamos confiantes de que saímos desta sessão com bases sólidas para enfrentar os desafios futuros com mais eficácia e responsabilidade”, acrescentou Meque.
Luisa Celma, também recomendou o uso intensificado dos mecanismos de reclamação e transparência na assistência humanitária, bem como o aproveitamento das licções da última época chuvosa na preparação do próximo Plano de Contingência, com apoio do Instituto Nacional de Meteorologia.
A Presidente do INGD concluiu agradecendo o envolvimento dos participantes e reafirmando a importância do trabalho colaborativo:
“Transformar a vulnerabilidade em resiliência exige um contínuo investimento em infraestruturas, em sistemas de aviso prévio funcionais e em planeamento territorial sensível aos riscos climáticos”, afirmou.
O evento foi encerrado com agradecimentos especiais ao Conselho dos Serviços de Representação do Estado e ao Município da Matola pelo acolhimento, bem como aos representantes dos Comités Locais pela partilha das suas experiências.
