
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em parceria com diversas entidades, realiza hoje, 2 de Dezembro de 2025, em Maputo, o Seminário de Encerramento do Projecto “Construindo Resiliência Climática Urbana no Sudeste de África”, concluindo cinco anos de trabalho desenvolvido em Moçambique, Madagascar, Malawi e União das Comores. Financiada pelo Fundo de Adaptação e implementada com apoio técnico da UN-Habitat, a iniciativa reforçou capacidades institucionais e operacionais para enfrentar os impactos climáticos nas zonas urbanas mais vulneráveis. A sessão, dirigida por Sua Excelência Gabriel Belém Monteiro, Vice-Presidente do INGD, contou com a presença de representantes governamentais, parceiros internacionais e entidades locais envolvidas no projecto.
Monteiro, intervindo durante a ocasião, sublinhou que “não temos dúvidas da pertinência que este projecto tem no processo de construção da resiliência urbana”, lembrando que as cidades lidam com a intensificação dos impactos dos eventos extremos e que isso exige parcerias, planificação e investimentos contínuos. Ressaltou ainda a necessidade de colaboração entre os sectores do ambiente, habitação e gestão de desastres para modernizar infraestruturas e aumentar a segurança das populações.
O Vice-Presidente enfatizou que os resultados alcançados comprovam a viabilidade de iniciativas estruturantes, tomando como exemplo o avanço do regulamento de resiliência em assentamentos humanos, actualmente em fase final de elaboração. Para ele, o legado técnico deixado pelo projecto não assinala apenas um encerramento formal, mas abre as portas para “o início de uma segunda fase”, em que Moçambique deverá utilizar os conhecimentos adquiridos para consolidar políticas e práticas que fortaleçam a resiliência urbana em todo o território.
A Sra. Sandra Roque, Chefe do Escritório da UN-Habitat, durante a sua intervenção, afirmou que o projecto representou “um avanço decisivo para que as cidades moçambicanas se tornem mais resilientes”. Evidenciou os progressos em Chókwè, como infraestruturas críticas, a reabilitação da Rádio Municipal Kindlimuka e medidas que reforçam a capacidade local de resposta. Destacou ainda que o novo regulamento nacional resiliência urbana constitui um avanço histórico no quadro institucional e legal.
No encerramento, Belém Monteiro afirmou que os resultados representam apenas parte do compromisso nacional, reforçando que “cabe a cada um de nós dar continuidade aos resultados da semente lançada por este projecto”. Apelou ao esforço conjunto entre instituições, parceiros e comunidades para fortalecer a segurança e a resiliência das cidades moçambicanas face aos desafios climáticos.








