
A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, recebeu na manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, em seu gabinete, o Embaixador do Reino da Arábia Saudita, Ahmad Awohoib, numa audiência de trabalho destinada a consolidar e fortalecer os laços de cooperação humanitária entre os dois países.
O encontro foi marcado pelo anúncio da doação de cerca de cinco mil cabeças de ovelhas, que deverão chegar ao país nos próximos dias, uma oferta do Governo da Arábia Saudita para reforçar o apoio alimentar às famílias afetadas pelo terrorismo e pelos ciclones que assolam a região Norte de Moçambique. A iniciativa surge num momento crítico, coincidindo com a época chuvosa e ciclónica.
Na ocasião, Luísa Meque expressou o seu reconhecimento pelo apoio contínuo prestado pela Arábia Saudita, sublinhando a relevância desta ajuda num contexto de elevada vulnerabilidade. “Este apoio é bem-vindo neste período, em que muitas famílias perdem os seus bens e, em alguns casos, as suas próprias casas, construídas com materiais precários. Embora não consigamos responder a todas as perdas em termos de habitação resiliente, este tipo de assistência permite aliviar significativamente o sofrimento das populações afectadas”.
Por sua vez, o Embaixador Ahmad Awohoib agradeceu a recepção e reiterou o compromisso do seu país em apoiar Moçambique em momentos de crise. O diplomata explicou que a opção pelo uso do porto de Nacala para a entrada da ajuda humanitária está alinhada com a actual situação no Norte do país, permitindo direcionar o apoio alimentar de forma mais rápida e eficiente às comunidades necessitadas.
No encerramento do encontro, a Presidente do INGD destacou que, na maioria dos distritos afectados, as prioridades imediatas passam pelo apoio alimentar, bem como pelo fornecimento de materiais de abrigo, como cimento e chapas de zinco, além de artigos de higiene pessoal. Luísa Meque reiterou que o INGD continuará a comunicar de forma clara as necessidades do país, assegurando que toda a assistência internacional seja devidamente coordenada e direcionada para responder às reais prioridades das populações afectadas.

