
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) concluiu, na cidade da Beira, o treinamento-piloto sobre o Sistema de Gestão de Beneficiários e Assistência Humanitária (SGBAH), um marco na transformação digital da gestão da assistência humanitária em Moçambique. Realizada de 3 a 8 de Agosto de 2026, a iniciativa reuniu técnicos do INGD Central e das Delegações Provinciais de Sofala, Tete e Zambézia, sob a liderança do Director da Divisão de Prevenção e Mitigação (DPM), César Tembe, com o apoio do World Food Programme-Programa Mundial de Alimentação (PMA) e a supervisão técnica do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças- Cedsif. A plataforma permitirá fortalecer a transparência, a rastreabilidade das operações, o controlo de stocks, a prevenção da duplicação de registos e a tomada de decisões baseadas em informação fiável e em tempo útil.
Durante seis dias, os participantes desenvolveram competências para operar todas as etapas do sistema, desde a configuração dos perfis de utilizadores e o cadastro de beneficiários até ao registo de ocorrências, gestão de eventos, elaboração do plano operacional de assistência de 72 horas e de longa duração, carregamento e validação de stocks, criação de kits de assistência e registo da distribuição de bens às populações afectadas. A componente prática, baseada em cenários de resposta a emergências, permitiu testar o fluxo completo da plataforma e demonstrar o seu potencial para reforçar a coordenação institucional, garantir a integridade dos dados e aumentar a eficiência na prestação da assistência humanitária.
César Tembe, Director da Divisão de Prevenção e Mitigação (DPM), destacou que a conclusão do treinamento representa um passo decisivo para a operacionalização do SGBAH no país, sublinhando que a plataforma contribuirá para uma resposta humanitária mais eficiente, transparente e coordenada. O dirigente encorajou os participantes a continuarem a praticar e a explorar as funcionalidades do sistema, afirmando que o domínio da ferramenta será determinante para assegurar uma gestão moderna da assistência humanitária, capaz de responder com maior rapidez, rigor e responsabilidade às necessidades das populações afectadas por desastres.





