
A cidade da Beira, acolhe de 3 a 8 de Agosto de 2026 a capacitação-piloto sobre o Sistema de Gestão de Dados de Beneficiários da Assistência Humanitária (SGBAH), promovida pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com o apoio financeiro do Programa Mundial para Alimentação (PMA) e supervisão técnica do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF). A formação reúne Directores Nacionais, Delegados Provinciais e técnicos do INGD Central e das Delegações de Sofala, Tete e Zambézia, com o objectivo de fortalecer as competências na utilização da plataforma, concebida para modernizar a gestão da assistência humanitária através de informação fiável e atempada, reforçando a transparência, a eficiência e a prestação de contas na canalização de apoios às populações afectadas por eventos extremos.
Durante a capacitação, os participantes aprofundam conhecimentos sobre a arquitectura do sistema, os perfis de utilizadores, os mecanismos de validação de dados e realizam exercícios práticos de cadastramento de utilizadores, registo de ocorrências, beneficiários e assistência humanitária, com base em cenários que simulam situações reais de emergência. Em representação do Programa Mundial para Alimentação (PMA), Marta Guivambo, Chefe de Programas, afirmou que o domínio do SGBAH constitui um passo decisivo para fortalecer a gestão da assistência humanitária, assegurando maior transparência, eficiência operacional e prestação de contas em todas as fases da resposta.
Na sessão de abertura, o Director da Divisão de Prevenção e Mitigação (DPM) do INGD, César Tembe, destacou que o SGBAH é um instrumento estratégico para garantir que a assistência humanitária chegue às pessoas que realmente necessitam, de forma rápida, transparente e coordenada. Segundo o dirigente, a plataforma permitirá ao INGD dispor de uma base de dados única e actualizada dos beneficiários, melhorando o planeamento, a monitoria e a rastreabilidade das intervenções humanitárias.
César Tembe, acrescentou que a meta é assegurar que o sistema esteja plenamente operacional antes do início da próxima época chuvosa e ciclónica, reforçando a capacidade nacional de assistência humanitária e a confiança do Governo, dos parceiros de cooperação e da sociedade civil.





