Decorreu, de 7 a 8 de Julho de 2026, no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), em Maputo, um Exercício de Simulação de Posto de Comando (CPX – Command Post Exercise) sobre Aviso Prévio e Acções Antecipadas (AA’s), envolvendo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), e outras instituições do Governo, nomeadamente: o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), Ministério da Saúde (MISAU), Ministério da Educação e Cultura (MEC), entre outras entidades técnicas. O exercício teve como principal objectivo testar o fluxo de informação e a interoperabilidade entre as Salas de Situação do CENOE Central, em Maputo, e do Centro Operativo de Emergência (COE) Provincial de Sofala, na cidade da Beira, simulando um cenário de ciclone tropical associado a inundações.
A actividade enquadra-se no projecto Ready2Act – Prontos para Agir, financiado pela Cooperação Italiana através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) e implementado pela Fundação CIMA, em parceria com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), WeWorld e o Departamento de Protecção Civil Italiano (DPC). A iniciativa visa reforçar o Sistema de Aviso Prévio em Moçambique, promovendo maior articulação entre os diferentes níveis administrativos e operacionais. No âmbito do projecto, foram requalificadas duas salas de situação estratégicas: o CENOE Central, em Maputo, responsável pela coordenação nacional, e a Sala de Situação do COE provincial de Sofala, na Beira, concebida como piloto para a operacionalização das estruturas provinciais.
A Directora do CENOE, Ana Cristina, destacou a importância do exercício como uma etapa decisiva para garantir que a informação chegue de forma rápida e eficaz às estruturas responsáveis pela tomada de decisão. “Esta é uma das fases finais do processo de estabelecimento das salas de situação, onde estamos a testar o fluxo de informação e a interoperabilidade entre o CENOE Central e o COE Provincial de Sofala. O objectivo principal não é apenas utilizar uma plataforma tecnológica, mas garantir que a informação chegue em tempo útil para proteger vidas e reduzir os impactos dos desastres”, afirmou.








