
Sob a liderança do Vice-Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Gabriel Belém Monteiro, realizou-se, nesta sexta-feira (27), uma visita de trabalho à Província de Manica para monitorar os impactos da época chuvosa e ciclónica 2025–2026. Em encontro com o Secretário de Estado na província, Lourenço Mateus Lindonde, o dirigente afirmou que “a presença no terreno permite orientar respostas mais rápidas e eficazes às comunidades afectadas”, destacando acções em Machaze e Sussundenga.
Durante a sessão do Conselho Técnico Provincial de Gestão e Redução do Risco de Desastres, o Vice-Presidente do INGD apelou ao reforço da coordenação intersetorial, sublinhando que “é fundamental alinhar esforços e acelerar soluções práticas para proteger vidas e meios de subsistência”, com a participação de parceiros de cooperação.
O Delegado Provincial do INGD, Borge Viagem, apresentou o balanço da época chuvosa, referente ao período de outubro de 2025 a 27 de Fevereiro de 2026. Informou que o sector da educação foi o mais afetado, com 62 escolas destruídas, correspondendo a 171 salas de aula, o que afetou cerca de 25 mil alunos. Na área da agricultura, 14.874 hectares foram inundados, atingindo 6.277 famílias, em consequência de chuvas intensas, ventos fortes e descargas atmosféricas.
Os parceiros propuseram apoio com sementes para a segunda campanha agrícola, tendas e lonas para a instalação de salas de aula temporárias, bem como material escolar. O INGD garantiu o reforço da coordenação com os seus parceiros, com vista a apoiar os distritos severamente afectados, na disponibilização de lonas para o sector da educação e o fortalecimento da articulação com os CLGRD. No encerramento, o Vice-Presidente do INGD reiterou que “as sementes são prioridade” e solicitou à província a actualização urgente das necessidades.





