
No âmbito da monitoria da época chuvosa e ciclónica 2025–2026, uma equipa liderada pelo Vice-Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Sua Excelência Gabriel Belém Monteiro, iniciou, na manhã de quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026, uma visita de trabalho à Província de Manica, com o objeCtivo de apoiar as autoridades locais, aferir o nível de prontidão e identificar as principais preocupações decorrentes da actual época chuvosa. A delegação integra quadros do INGD, da DNGRH e do MOPHRH, no quadro da coordenação interinstitucional para reforço da resposta às emergências.
Durante a visita ao Distrito de Machaze, o Vice-Presidente manteve um encontro de cortesia com a Administradora do Distrito, Lídia Nicoadala, que apresentou um informe sobre as ocorrências registadas, com destaque para as inundações resultantes do transbordo do rio Buzi e precipitações superiores a 200 mm, que obrigaram à evacuação de famílias das zonas de risco para áreas seguras. “Foram criados três centros de acomodação em Chitobe, Mutefo e Orima para acolher temporariamente as famílias afectadas”, explicou a Administradora, sublinhando os esforços do Governo distrital para salvaguardar vidas.
No contacto com as comunidades afectadas no povoado de Mutefo, Monteiro reiterou que o país “continua em plena época chuvosa e ciclónica, pelo que a vigilância e a prevenção devem ser mantidas”, apelando à colaboração da população com as autoridades locais. O Vice-Presidente enalteceu o trabalho dos Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres (CLGRD) na sensibilização e evacuação atempada das famílias, afirmando que “a pronta resposta no terreno tem sido determinante para reduzir perdas humanas”.
Por sua vez, as comunidades agradeceram a assistência prestada e solicitaram apoio adicional em sementes para a retoma da produção agrícola e em tendas para abrigo temporário. O Vice-Presidente saudou a decisão de algumas famílias em abandonar definitivamente as zonas baixas e de risco para se fixarem em áreas mais seguras, defendendo ainda a necessidade de criar incentivos para os membros dos CLGRD, que se encontram na linha da frente das acções de emergência e protecção comunitária.


