
O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD) realizou, na tarde desta Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2026, em Maputo, no Centro Operativo de Emergência (CENOE), a sua 1ª Sessão Extraordinária que apreciou a situação Meteorológica e Hidrológica prevalecente no país, marcada por chuvas intensas e inundações, com maior incidência nas zonas Centro e Norte do País.
O encontro, dirigido pela Presidente do CTGD, Luísa Celma Meque, apreciou igualmente os impactos dos eventos extremos registados até ao momento e as acções de resposta em curso visando minimizar o sofrimento das comunidades afectadas.
A sessão contou com a participação de representantes de diversos sectores ligados à gestão do risco de desastres, bem como de parceiros estratégicos, visando o alinhamento de estratégias para a eventual activação do Plano de Acções Antecipadas para Cheias e Ciclones. Segundo informações apresentadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), prevê-se a ocorrência de chuvas intensas entre os dias 10 e 14 do corrente mês, com maior incidência nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.
Durante a reunião, a Presidente do INGD sublinhou a importância do reforço da comunicação preventiva, destacando o papel das rádios comunitárias e da comunicação social na disseminação de mensagens de alerta e informação útil às comunidades. Recomendou igualmente o levantamento rigoroso das condições de água e saneamento, a identificação prévia de locais de acomodação e o posicionamento atempado de bens para assistência humanitária, alertando ainda para a necessidade de intensificar as acções de sensibilização face ao aumento de casos de afogamento.
De acordo com Luísa Meque, cerca de 500 mil pessoas poderão estar em situação de risco a nível nacional durante a presente época chuvosa, estimando-se, numa primeira fase, aproximadamente 2.700 pessoas potencialmente em risco.
Por sua vez, o Vice-Presidente do INGD, Belém Monteiro, enalteceu as contribuições apresentadas ao longo da sessão, afirmando que estas reflectem uma evolução positiva no processo de gestão do risco de desastres no país. “Devemos encontrar formas de articular as ideias avançadas; o nosso nível de empenho é encorajador”, referiu, sublinhando a importância do trabalho conjunto e coordenado entre os diferentes intervenientes.
Por fim, em conferência de imprensa, a Presidente do INGD esclareceu que o exercício realizado tem como finalidade principal o posicionamento antecipado das medidas de resposta. Considerou, contudo, ser prematuro avançar para evacuações em massa, defendendo a necessidade de um acompanhamento permanente da evolução do fenómeno meteorológico. “Continuaremos atentos às actualizações meteorológicas e contamos com o apoio da comunicação social para a divulgação atempada da informação às populações”, concluiu.


