A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres – INGD, Luísa Celma Meque, recebeu esta quinta-feira, 20 de Novembro, uma delegação da Embaixada dos Estados Unidos da América U.S. Embassy in Mozambique, chefiada pela Encarregada de Negócios Abigail Dressel. O encontro, realizado na Sala de Reuniões da Presidência do INGD, teve como objetivo fortalecer a coordenação das acções de emergência entre os dois países, num contexto marcado por novos modelos de financiamento humanitário e intensos preparativos para a época chuvosa. A delegação norte-americana integrou ainda Michael O’Bryon, oficial de Estabilização de Conflitos, e Molly L. Stephenson, Vice-Chefe de Missão.
Durante a reunião, Luísa Meque, destacou as prioridades nacionais na componente de salvar vidas, sublinhando a importância de reforçar os meios logísticos para alcançar zonas remotas. “Temos situações em que levamos dois ou três dias para chegar às comunidades isoladas; é demasiado tempo quando vidas estão em risco”, afirmou Meque. Lembrou ainda que Moçambique enfrenta, em simultâneo, desastres, secas severas e deslocamentos resultantes do terrorismo, desafios que exigem respostas mais rápidas e melhor coordenadas.
Por sua vez, Abigail Dressel apresentou o novo sistema norte-americano de resposta rápida a desastres, salientando que “a transparência e a partilha de informação são determinantes para que possamos responder com rapidez e salvar vidas”. Explicou ainda que o mecanismo permite acionar assistência internacional entre 48 e 72 horas, desde que sejam cumpridos critérios como o nível de impacto e o pedido formal do Governo de Moçambique. Acrescentou ainda que os Estados Unidos estão a ajustar a sua estratégia de assistência alimentar para garantir apoio mais sustentável e eficaz às populações afectadas.
A Presidente do INGD informou também que o Plano de Contingência Nacional para a época chuvosa e ciclónica 2025–2026 já foi finalizado, orientando a preparação face a previsões de chuvas acima da média. Meque agradeceu o apoio contínuo dos Estados Unidos, afirmando que “parcerias fortes são essenciais para garantir protecção e assistência às famílias mais vulneráveis”. No final do encontro, o INGD e a Embaixada dos EUA estabeleceram um ponto de contacto directo para agilizar a coordenação e acelerar a resposta a futuros eventos extremos.




