O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através da Divisão de Salvaguardas Sociais e Ambientais (DSSA), em parceria com o Programa Mundial de Alimentação (PMA), realiza nos dias 12 e 13 de Novembro de 2025, na Cidade de Mapuito, o Workshop de Validação da Análise de Género, Protecção e Inclusão em Programas de Acções Antecipadas em Moçambique, com o objectivo de validar os resultados da pesquisa recentemente conduzida e reforçar a integração de abordagens sensíveis ao género nas políticas e programas de gestão do risco de desastres.
A cerimonia de Abertura que foi derigida pelo Exmo Sr. Adelto Chambela Director da DSSA, contou com a participacção de parceiros como: ACNUR, ONU Mulheres, e instituições governamentais nomeadamente: DNGRH, FAMOD, INAS, IP e CCM.
Na sua intervenção, Adelto Chambela, reconheceu o evento como “uma mais-valia para melhorar as acções e intervenções de integração de género nas acções de redução do risco de desastres e humanitárias”. Realçou o papel do INGD na promoção de práticas inclusivas que consideram as diferentes vulnerabilidades de mulheres, homens, raparigas e rapazes perante os impactos das mudanças climáticas.
Chambela, recordou que, em 2024, foram conduzidas análises nos Distritos de Chemba e Morrumbala sobre “Seguros e Financiamento de Risco de Desastres Sensíveis ao Género”, visando compreender barreiras e propor recomendações para tornar os planos de contingência mais equitativos. No presente ano de 2025, foram realizadas novas análises nas províncias de Gaza e Tete, focadas nos programas de Ações Antecipadas, com o objetivo de assegurar que as respostas sejam “inclusivas e transformadoras”, abordando vulnerabilidades e barreiras que afetam diferentes grupos.
“O presente estudo foi crucial para uma reflexão mais aprofundada sobre a assistência humanitária e a realidade dos grupos mais vulneráveis, com vista a fortalecer a ação antecipatória com sensibilidade de género em Moçambique”, afirmou Chambela. O workshop inclui também uma sessão de capacitação técnica sobre integração de género na gestão de risco de desastres e targeting sensível ao género, no âmbito do programa Gender Smart ARC Replica do PMA.
Ao terminar, Chambela sublinhou que “o estudo constitui um passo estratégico para consolidar a integração de género nas políticas e práticas nacionais de gestão do risco de desastres”. Enfatizou ainda que a validação dos resultados permitirá ao INGD reforçar a sua liderança na coordenação interinstitucional e criar bases sólidas para fortalecer as capacidades institucionais em respostas sensíveis ao género.









