O Distrito de Magude, na Província de Maputo, acolheu no dia 16 de Outubro uma visita nas localidades de Moine e Morringue realizada em coordenação com a equipa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A iniciativa insere-se no âmbito do II Fórum Africano de Financiamento do Risco de Desastres Climáticos, que decorreu de 14 a 16 de Outubro, na cidade de Maputo. A actividade teve como principal objectivo avaliar no terreno o impacto da assistência humanitária prestada às comunidades durante a seca registada na época 2023/2024, no contexto do seguro contra secas financiado pelo BAD.
Estiveram presentes na visita, a Exma. Senhora Administradora do Distrito de Magude, Mariana Cupane, quadros do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), delegações de mais de 20 Paises Africanos, representantes do BAD, líderes comunitários e outros convidados.
Olga Morar, Directora Adjunta da Divisão de Desenvolvimento das Zonas Áridas e Semiáridas (DARIDAS) e Coordenadora do Governo através do INGD, para a Implementação do Programa ARC em Moçambique, destacou que: “A adesão de Moçambique ao seguro contra riscos climáticos constitui um passo fundamental para a protecção das populações vulneráveis.” Segundo a responsável, os resultados são visíveis nas duas localidades onde as comunidades se beneficiaram de apoio alimentar e de infraestruturas de retenção de água.
Durante o diálogo com a comunidade em Moine, os beneficiários expressaram gratidão pela assistência recebida, contudo manifestaram preocupação devido ao rompimento da parede do reservatório existente o que resulta na escassez de água para abeberamento do gado e para irrigação. Em contrapartida, na localidade de Morringe as comunidades manifestaram satisfação e salientaram a importância do reservatório escavado e dos tanques multiuso que tem facilitado o abeberamento do gado, irrigação de hortícolas e a promoção de condições de higiene.
Os participantes da visita destacaram a importância de reforçar os mecanismos locais de resposta rápida a eventos extremos. Foi igualmente sublinhada a necessidade de investimentos sustentáveis na gestão de recursos hídricos, de forma a garantir que as comunidades estejam melhor preparadas para enfrentar futuras secas. A experiência partilhada em Moine servirá como referência para a implementação de soluções semelhantes noutras regiões do continente.
A administradora Mariana Cupane, encerrou a actividade manifestando satisfação com os resultados obtidos em Moine e noutras quatro localidades abrangidas: “As comunidades estão profundamente agradecidas pelo apoio recebido. Este é um exemplo concreto de como o Governo e os Parceiros podem trabalhar em conjunto para reforçar a resiliência em contextos adversos.” A governante encorajou a continuidade destas intervenções e apelou ao bom uso e manutenção das infra-estruturas implementadas.











